Discurso do Embaixador da Ucrânia no Brasil Rostyslav Tronenko durante o Ato em apoio a Ucrânia em Curitiba
19 julho 2014 18:44

A integração europeia foi uma escolha natural do povo da Ucrânia desde conquistar a independência em 1991 e as bases desta escolha têm origens na história do nosso povo, na consciência do seu direito de viver num Estado democrático, economicamente bem sucedido e socialmente orientado. O objetivo desta mudança é garantir a transformação interna para criar as condições para adesão à União Europeia.

A opção europeia foi lavrada nos vários atos legislativos e decretos presidencias da Ucrânia a partir da segunda metade da década de 90. Ao longo dos quase dez anos o país dedicou muitos esforços para realizar as reformas estruturais nas várias áreas da vida e se preparar para assinatura do Acordo de Associação com a União Europeia. Por isso não causam nenhuma dúvida os motivos dos jovens ucranianos que saíram no Maidan, em novembro de 2013, para manifestarem a favor da integração europeia da Ucrânia, após a suspenção súbita da preparação deste Acordo.

Também não há nenhuma surpresa, que as repressões brutais das manifestações pacíficas se converteram em maior resistência do povo da Ucrânia, sendo que a evolução da manifestação pacífica a favor da escolha europeia se transformou num verdadeiro protesto civil contra a ditadura e a corrupção. O protesto foi denominado como “Revolução da Dignidade”.

É indescritível a dor para as pessoas que perderam os seus familiares e amigos durante os acontecimentos sangrentos entre dezembro de 2013 – fevereiro de 2014. É terrível a crueldade daqueles que deram ordens para fuzilar as pessoas, sequestrar manifestantes, intimidar e aterrorizar o próprio povo. É lamentável o cinismo dos líderes do país vizinho, que aproveitaram o momento difícil na vida do povo que chamaram “irmão” para roubar a parte do nosso território e semear a violência e o terrorismo nas terras ucranianas tradicionalmente pacíficas, violando todas as normas do direito internacional, direitos humanos e princípios reconhecidos na Carta das Nações Unidas.

Apesar de todas essas dificuldades, em 27 de junho, em Bruxelas, o Acordo da Associação entre a Ucrânia e a União Europeia foi assinado. É simbólico que o recém-eleito Presidente da Ucrânia Petro Poroshenko assinou o acordo com a mesma caneta preparada para o dia 28 de novembro passado, em Vilnius. O Presidente disse: “Naquele dia isso não aconteceu, mas a caneta ficou. Isso demonstra, que os eventos históricos são inevitáveis”.

Inevitável também é a vitória do povo ucraniano. O povo que ama a liberdade mais do que a vida. O povo ucraniano tem a história milenar, que foi um berço para os eslavos orientais o qual desempenhou um papel importante na história da formação da Europa e da democracia, e que ainda no século ХVIII deu uma das primeiras Constituições estatais à Europa, conhecida como a Constituição de Pylyp Órlyk.

 Glória à Ucrânia! Glória aos Heróis!

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