Hoje, foi promulgado o Decreto do Presidente da Federação Russa, que consiste em mais uma tentativa das autoridades russas de legalizar, em alguns distritos das regiões de Donetsk e Luhansk da Ucrânia, a emissão ilegal de documentos e placas de identificação de veículos para seus residentes, além de simplificar a obtenção da cidadania russa.
O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia considera que tais medidas por parte da Rússia representam mais um elemento de agressão contra a Ucrânia, que atentam contra a soberania e integridade territorial de nosso estado, é uma prova clara da intenção do Kremlin de continuar a guerra contra a Ucrânia não apenas por meios militares, mas também por meios legais.
A decisão ilegal do Kremlin contradiz abertamente os compromissos da Rússia sob os acordos de Minsk, ignorando os esforços do formato da Normandia e do Grupo de Contato Tripartido para manter um cessar-fogo e uma solução pacífica para o conflito em alguns distritos das regiões de Donetsk e Luhansk da Ucrânia.
Mais uma vez, enfatizamos que o Kremlin decreta sobre os chamados “Reconhecimento de documentos e placas de identificação” e “procedimento simplificado” para a concessão da cidadania da Federação Russa a residentes de certos distritos das regiões de Donetsk e Luhansk da Ucrânia não serão reconhecidos pelo lado ucraniano.
Estamos convencidos de que nossos parceiros internacionais também não reconhecerão tais documentos russos e quaisquer transações baseadas neles.
O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia exige por parte da Rússia o cancelamento imediato de todas as decisões agressivas em relação à Ucrânia afim de eliminar suas consequências negativas.
Em conexão com a publicação deste decreto, este Ministério das Relações Exteriores repudia veementemente o intento da parte russa enviando uma nota, apela aos nossos parceiros internacionais, principalmente, os da Normandia, a condenar as ações da Rússia e tomar os meios de pressão necessários, incluindo sanções. Esta questão será levantada pela Ucrânia, o mais rápido possível, nas plataformas internacionais, em particular na ONU, OSCE e CoE.