O Dia da Bandeira dos Tártaros da Crimeia, comemorado anualmente em 26 de junho, é o momento de se honrar o símbolo do povo original da península.
A bandeira foi aprovada pelo primeiro Kurultay (Congresso) dos tártaros da Crimeia, realizado no ano de 1917, na cidade de Bakhchisarai, Crimeia e no segundo Kurultai do povo dos tártaros da Crimeia, realizado no dia 30 de junho de 1991.
A bandeira é um pano azul-celeste com um brasão de armas “tamgá” de cor dourada, localizado no canto superior esquerdo, perto do haste. A cor azul celeste é símbolo de pureza, liberdade, honestidade, fidelidade, perfeição e força. A cor única do fundo está associada com o desejo de união do povo, paz e prosperidade.
O Dia da Bandeira dos Tártaros da Crimeia foi comemorado pela primeira vez em 2010 por iniciativa do Centro da Juventude da Crimeia e de outras organizações.
A bandeira dos tártaros de Crimeia foi submetida a repressões em diferentes épocas. Assim, em 1929 as autoridades comunistas declararam a bandeira azul como "nacionalista burguesa" e proibiram seu uso.
No dia 18 de maio de 1944, o regime soviético cometeu um crime horrível contra o povo tártaro da Crimeia, tirando esse povo da sua terra natal. Nos locais de deportação, a possessão da bandeira era considerada crime contra as autoridades soviéticas. Já em 1970-1980, grande parte da juventude tártara da Crimeia não conhecia sua bandeira. Só a partir do momento do retorno dos tártaros da Crimeia à sua terra natal, na época da Ucrânia independente, a bandeira começou seu renascimento junto com o seu povo.
Na Crimeia anexada pela Rússia, o governo controlado pelo Kremlin está tentando tornar a população tártara leal por meio de símbolos nacionais, e provar à comunidade mundial a reivindicação de propaganda de "igualdade" dos povos da Crimeia. Ao mesmo tempo, o uso da bandeira e de outros símbolos nacionais está sujeito a pressão e repressão.