O Embaixador da Ucrânia no Brasil, Sr. Andrii Melnyk, concedeu entrevista à edição ucraniano de Радіо Свобода (Radio Free Europe /Radio Liberty), na qual
enfatizou, que tinha dúvidas sobre a possibilidade de implementação do chamado plano de paz da China e do Brasil, e explicou a situação atual nas relações entre o Brasil e a Ucrânia.
Sr. Andrii Melnyk enfatizou, que atualmente não há confiança entre a Ucrânia e o Brasil no mais alto nível, entao as ambições da liderança brasileira de ser mediadora na guerra de alguma forma são ilusórios.
“Refiro-me não só à China, mas também ao Brasil, porque qualquer intermediário só tem possibilidade de sucesso se houver confiança. Além disso, a confiança não está apenas no nível das equipes diplomáticas ou da sociedade, mas sim no mais alto nível, porque são assuntos muito delicados", explicou o Embaixador da Ucrânia no Brasil.
Sr. Andrii Melnyk sublinhou que a cúpula do G20 no Brasil provou a fraqueza do mundo ocidental, que não está pronto para lutar pela Ucrânia e pelos seus interesses.
“Esperávamos sinceramente que nossos amigos, não apenas do G7, mas também de outros países ocidentais que são membros do G20, ajudassem a convencer o presidente Lula a mudar esta política. Mas, para ser honesto..., infelizmente (e isto deve ser reconhecido e compreendido) ninguém lutou particularmente por nós...", disse o Embaixador da Ucrânia.
Sr. Andrii Melnyk enfatizou que o Brasil, embora tenha declarado uma posição neutra em relação à guerra, continua a apoiar os russos geopolíticamente e economicamente no financiamento desta guerra, comprando fertilizantes, diesel e óleo combustível da Rússia.
O Embaixador da Ucrânia no Brasil também observou que a Rússia continua sendo uma grande potência e um aliado estratégico oficial para a liderança do Brasil: “A Rússia é um parceiro geopolítico para eles."
Nestas condições, a Ucrânia precisa de um novo plano sobre como trabalhar para que o Brasil ou outros estados do chamado Sul Global ouçam mais a voz da Ucrânia, e os amigos ocidentais da Ucrânia não a abandonem à sua própria sorte.
Porém, a situação nas relações com o Brasil não pode ser alterada com uma equipe de menos de 5 diplomatas para um país de 200 milhões de habitantes.
“Há um enorme abismo entre as expectativas que existiam e existem na Ucrânia em relação a esta missão e a amarga realidade aqui, no terreno. Como era há um ano, assim permanece até hoje. Ou seja, nossa equipe aqui é minúscula”.
é possível ler a entrevista completa no link: