No dia 24 de fevereiro de 2026, Oleg Vlasenko, Encarregado de Negócios da Ucrânia no Brasil, participou de audiência pública no Senado Federal, no marco do 4º aniversário da invasão russa em larga escala contra a Ucrânia. O chefe da Missão diplomática em Brasília ressaltou a resiliência do povo ucraniano, a unidade nacional diante da agressão e a necessidade de responsabilização da Rússia por violações do direito internacional. A sessão foi conduzida pelo senador Flávio Arns, presidente do Grupo Parlamentar Brasil–Ucrânia, que enfatizou que o mundo assiste, há quatro anos, a graves violações das normas internacionais e a uma tragédia humana com milhões de mortos e feridos.
A Ucrânia também esteve representada pela Embaixadora Oksana Dramaretska, Diretora da Secretaria da América Latina e Caribe do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, que apresentou a estratégia de fortalecimento da presença diplomática na região, com a abertura de quatro novas embaixadas este ano (Equador, Panamá, República Dominicana e Uruguai). Destacou ainda os desafios humanitários, a importância do apoio internacional contínuo e o papel construtivo que o Brasil pode desempenhar.
O senador Sergio Moro relatou sua visita a Kyiv, em 2024, afirmando ter encontrado “uma população ativa” e definindo o conflito como “uma guerra de independência irreversível”.
A senadora Damares Alves declarou: “Glória para a Ucrânia”, defendendo a responsabilização do presidente da Rússia.
O senador Hamilton Mourão referiu-se a Vladimir Putin como “ditador” e afirmou que autoridades russas devem ser julgadas.
O senador Jorge Seif ressaltou que “não existe neutralidade quando a soberania é agredida”, lembrando a forte comunidade ucraniana em Santa Catarina.
Participaram ainda o Embaixador do Brasil na Ucrânia, Rafael de Mello Vidal, o Presidente do Congresso Mundial Ucraniano (UWC), Paul Grod, e Vitorio Sorotiuk o representante da comunidade ucraniano no Brasil em UWC e ex-presidente da RCUB - Representação Central Ucraniano Brasileira, além de 30 representantes do corpo diplomático, entre eles os 10 embaixadores:
Kjetil Elsebutangen (Noruega), Andrzej Cieszkowski (Polônia), Andreas Stadler (Áustria), Mateja Kracun (Eslovênia), Aldrik Gierveld (Países Baixos), Pavla Havrlíková (República Tcheca), Chris Hoornaert (Bélgica), Katarína Tomková (Eslováquia), Aleksandar Ristić (Sérvia) e Eleonora Dimitrova (Bulgária), que reafirmaram a importância do respeito ao direito internacional.
Foi recordada a Resolução de Solidariedade com a Ucrânia (19 fev/2025), reforçando o compromisso humanitário e o papel do Brasil na promoção de uma paz justa e duradoura. Hoje, milhões de ucranianos vivem sob ataques constantes; milhares de crianças foram ilegalmente deportadas; cidades, escolas, hospitais e infraestruturas energéticas foram destruídos.
Ainda assim, a Ucrânia resiste, mantém suas instituições funcionando e contribui para a segurança alimentar global.
Acreditamos que o Brasil pode apoiar iniciativas concretas:
▪️ retorno das crianças deportadas
▪️ libertação e/ou troca dos prisioneiros de guerra
▪️ garantia da segurança nuclear
A Ucrânia segue firme na defesa da sua liberdade, soberania e futuro!