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“A visita de Vladimir Putin ao Brasil” – artigo do presidente da Representação Central Ucraniano Brasileira Vitorio Sorotiuk no jornal GAZETA DO POVO
14 julho 2014 03:21

A terra dos antepassados de meio milhão de brasileiros vem sendo agredida pela República Federativa da Rússia. A Rússia anexou a península da Crimeia, em flagrante violação do Memorando de Budapeste, de 1994. Em seguida, a Rússia passou a realizar exercícios militares ao longo das fronteiras da Ucrânia e vem financiando separatistas e bandidos para desestabilizar o leste da Ucrânia.

Em 1994, a Ucrânia tornou-se o primeiro e, atualmente, o único país no mundo que, voluntariamente, por sua própria iniciativa, livrou-se de armas nucleares e eliminou todas as suas ações sob controle internacional num total de mais de 300 ogivas nucleares. A condição para este passo sem precedentes em 1994 foi que a Rússia, o Reino Unido e os Estados Unidos (posteriormente juntaram-se a França e a China), como superpotências, fornecessem as garantias de segurança à Ucrânia, fixadas no Memorando de Budapeste. A Rússia é um dos fiadores, comprometeu-se a abster-se de recorrer à ameaça ou ao uso da força contra a integridade territorial ou a independência política da Ucrânia, bem como a respeitar a independência, a soberania e as fronteiras existentes da Ucrânia.

A comunidade ucraniana não preconiza o afastamento do Brasil dos Brics ou a política de abstenção em manter relações econômicas com a Rússia. Ao contrário: somente o relacionamento internacional poderá trazer a Rússia, país autocrático e autoritário onde não existem plenamente as liberdades democráticas, à democracia e à civilização. Mas o Brasil, no espírito de sua Constituição Federal, não pode deixar de afirmar os seus princípios de não intervenção de um país nos assuntos internos de outro. A comunidade internacional, através da ONU e outras cortes, vem condenando a agressão russa à Ucrânia. O Brasil não pode ficar neutro frente à agressão. O Brasil não pode continuar na política do avestruz, em dissonância com a posição da comunidade internacional e sendo a pátria madrasta de meio milhão de brasileiros descendentes de ucranianos, que mantêm relações familiares com milhões de ucranianos. A comunidade ucraniana brasileira apela e espera que o Brasil repudie, e em hipótese alguma reconheça a ocupação ilegal e a anexação da Crimeia pela Rússia, e também condene a política de agressão da Rússia à Ucrânia. A comunidade ucraniana brasileira espera que o Brasil não assine documento algum que condene as sanções aplicadas aos russos pelas potências ocidentais. Esperam-se do Brasil o reconhecimento da soberania e integridade do território da Ucrânia e a transmissão a Vladimir Putin – que vem ao Brasil por ocasião da final da Copa do Mundo e da reunião dos Brics em Fortaleza – de uma posição em consonância com a aspiração da maioria dos povos civilizados do mundo, já expressa nos fóruns internacionais.

Vitorio Sorotiuk, presidente da Representação Central Ucraniano Brasileira (RCUB)

ARTIGO JORNAL GAZETA DO POVO
Publicado em 13/07/2014.

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