No dia 11 de julho, por orientação do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyi, sobre o aprofundamento da cooperação com os países da América Latina, o Vice-ministro das Relações Exteriores, Andrii Melnyk, realizou uma videoconferência com a Vice-ministra das Relações Exteriores do Brasil para Europa e América do Norte Maria Luisa Escorel de Moraes.
No início da conversa, Andrii Melnyk enfatizou a importância para a Ucrânia de desenvolvimento e aprofundamento do diálogo político com o Brasil como o país mais influente do continente latino-americano. Neste contexto, o Vice-Chefe do Ministério das Relações Exteriores destacou o interesse da parte ucraniana em aprofundar os contactos de nível entre os dois Estados, bem como estabelecer um diálogo direto entre os chefes dos parlamentos.
Andrii Melnyk agradeceu a posição firme do Brasil de apoio da integridade territorial e da soberania da Ucrânia em organizações internacionais, em particular como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU. Observando os esforços do Presidente do Brasil Luís Inácio Lula da Silva na busca de um fim pacífico para a agressão russa contra a Ucrânia, o Vice-chefe do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia expressou sua esperança no envolvimento ativo do Brasil na implementação do Fórmula de Paz do Presidente Volodymyr Zelenskyy, como a única ferramenta capaz de acabar com a guerra imperialista russa.
Destacou-se a contribuição significativa que o Brasil poderia dar ao aderir à criação do Tribunal Especial para o crime de agressão contra a Ucrânia.
Andrii Melnyk informou detalhadamente à Parte Brasileira sobre as ameaças de terrorismo nuclear, que a Rússia cria propositalmente ao minar a Usina Nuclear de Zaporizhzhia, e a possibilidade de sua violação do regime global de não proliferação de armas nucleares.
O vice-ministro convidou empresas brasileiras a participarem da reconstrução pós-guerra das regiões da Ucrânia que sofreram com a ocupação russa.
Maria Luisa Escorel de Moraes expressou sua solidariedade com o povo ucraniano, que heroicamente defende sua liberdade e independência. Ela assegurou que o Brasil apóia a integridade territorial da Ucrânia, os princípios e fundamentos do direito internacional, bem como a prontidão de seu Estado em aplicar todos os esforços necessários para estabelecimento da paz na Ucrânia. O vice-ministro também destacou o impacto negativo da guerra lançada pela Rússia contra a Ucrânia na segurança alimentar e energética de todos os países do mundo, incluindo a América Latina e o Caribe.
No âmbito das relações bilaterais, as partes identificaram as linhas prioritárias de cooperação nas esferas económica, científica, tecnológica e humanitária, nas quais ambos os Estados irão centrar os seus esforços no futuro.