A deportação foi um crime de genocídio e uma manifestação da natureza criminosa da política stalinista.
Só nos primeiros anos de deportação, dezenas de milhares de tártaros da Crimeia morreram. Os demais ficaram privados de seus direitos por décadas e só puderam voltar para Ucrânia depois de 1989.
No entanto, somente após a independência da Ucrânia o retorno dos tártaros da Crimeia se tornou possível.
A tragédia do povo tártaro da Crimeia repetiu-se em 2014, após a ocupação ilegal da península ucraniana pelas forças de ocupação russas.
Desde então, a segunda onda de deportação de tártaros da Crimeia e mudança artificial da composição demográfica da península começou.
Tudo isso se expressa em perseguição política, religiosa e cultural: a proibição do Mejlis do povo tártaro da Crimeia, repressão sistêmica, perseguição e violações dos direitos dos tártaros da Crimeia que se opunham à agressão armada da Federação Russa.
Isso forçou milhares de tártaros da Crimeia, o povo indígena da Crimeia, a deixar suas casas e se mudar para a Ucrânia continental.
Nós apelamos ao mundo
• homenagear a memória de inúmeras vítimas inocentes da deportação por Stalin do povo tártaro da Crimeia
• condenar a agressão da Rússia contra a Ucrânia e as novas repressões contra os tártaros da Crimeia
• exortar a Rússia a deixar de violar os princípios fundamentais do Direito Internacional e cumprir integralmente as demandas da comunidade internacional em relação à desocupação da República Autônoma da Crimeia e da cidade de Sebastopol.